Rumo às Europeias 2019 – PS

Pedro Marques a espalhar charme

Chegados ao penúltimo capítulo, temos finalmente o partido favorito à vitória nas eleições. O Partido Socialista é o partido do Governo actualmente, apesar da minoria parlamentar, e está à frente em todas as sondagens.

As últimas Europeias, em 2014, foram muito marcantes para o PS e para o primeiro-ministro António Costa. Uma vitória “por poucochinho” do PS, que Costa conseguiu transformar na conquista da liderança do partido, e por sua vez transformar numa derrota “por poucochinho” nas legislativas que deu o Governo ao PS. Nesta lógica inovadora de Costa, qualquer resultado do PS pode vir a ser uma vitória retumbante, pouco interessando os números reais. Aliás, números e PS nunca foram melhores amigos.

Nestas Europeias, António Costa apenas não se apresenta como cabeça de lista do PS porque talvez parecesse mal, já que vontade não lhe falta. Sendo assim, o PS apresenta como candidato Pedro Marques, saído directamente do cargo de Ministro do Planeamento e das Infra-estruturas. Pedro Marques foi escolhido como recompensa pelo seu brilhante desempenho a apresentar grandes projectos de melhoria de infra-estruturas que ninguém vai ver, especialmente na área da ferrovia.
Quem ouvir o ex-ministro, fica convencido que Portugal tem o melhor sistema ferroviário do Mundo – desde que não ande propriamente de comboio, claro está.

Pedro Marques a conquistar a próxima geração de eleitores

O outro motivo para a escolha de Pedro Marques foi a sua incrível capacidade discursiva e o seu carisma fora de série. Confirma-se a teoria de que habitualmente são enviadas para Bruxelas as vozes incómodas – António Costa escolheu Marques com medo que ele lhe roubasse em breve a liderança do partido!
Marques tem demonstrado nesta campanha a sua facilidade em lidar com pessoas, é um verdadeiro homem do povo. Tem revelado a mesma facilidade a lidar com crianças, como com adultos; a mesma capacidade para os discursos políticos sérios, como para dançar em ambientes mais festivos.
É, aliás, por isso, que Costa tem feito questão de aparecer em praticamente todos os comícios, almoços e acções de campanha em geral; ele tem medo que se virar as costas por mais que 5 minutos, o PS fique todo rendido aos encantos de Pedro Marques. No início referi-me a António Costa como primeiro-ministro, mas neste momento talvez não seja totalmente correcto. Tudo indica que ele deve ter pedido uma licença sem vencimento para fazer campanha a 100%. Sem vencimento, mas certamente com todos os subsídios na mesma.

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