Catarina vs despejos

Catarina Martins, do Bloco de Esquerda, quer alterar a lei do arrendamento “para terminar com a loucura dos despejos”.
BE avança com alterações à lei “para terminar com a loucura dos despejos”
Muito bem, não é um mau princípio. E como será que ela pretende fazer isso? Acabando com o balcão do arrendamento, a que chama “balcão dos despejos”! Para quem não sabe, é um balcão que pretende agilizar o tempo para um despejo face aos anos que habitualmente demora um processo em tribunal.
Ora, de facto, é uma proposta inovadora e arrojada da parte de Catarina Martins. Geralmente pensa-se muito em resolver um problema atacando as causas sócio-económicas do mesmo. Aqui, Catarina revela-se uma política hábil a pensar fora da caixa, procurando derrotar o excesso de despejos recorrendo à arma da… burocracia! Por acaso é um método que podia ser mais usado pelos políticos portugueses, visto que a burocracia é uma capacidade em que Portugal se destaca pela positiva face ao resto do mundo.
O Bloco considera que a melhor forma de vencer os malvados senhorios é vencê-los pelo cansaço. E faz sentido, talvez se o processo for suficientemente demorado e caro o senhorio desista da ideia de despejar o inquilino (mesmo que este não pague a renda há 6 meses)! Parece-me que é uma ideia vencedora e tem tudo para resultar. Aliás, dificultar os despejos naturalmente irá conduzir a um grande aumento das casas disponíveis no mercado de arrendamento e consequente descida dos preços.
Bem sei que face a esta ideia genial a Catarina não precisa de conselhos em matéria de arrendamento, mas não consigo resistir a tentar deixar-lhe algumas ideias que ela pode querer usar:
- Resolver o crescente preço das rendas em Lisboa aprovando uma lei que obrigue a que as rendas sejam sempre pagas em moedas de 2 cêntimos.
- Combater a vaga de estrangeiros a ocuparem todas as casas no centro das cidades obrigando qualquer potencial arrendatário a passar num exame de História de Portugal do 12º ano antes de assinar o contrato
- Aumentar a disponibilidade de casas a preço acessível forçando todos os proprietários que não saibam de cor “O Capital” a arrendarem as suas casas a 150 euros por mês.
De nada, Catarina.
