Rumo às Europeias 2019 – CDU

Jerónimo de Sousa e João Ferreira

Na segunda edição da rubrica dedicada às Eleições Europeias, falamos da Coligação Democrática Unitária. No fundo, é um dois em um, 2 partidos pelo preço de 1 só voto. Ao contrário da maioria das coligações, que são temporárias, a CDU dá a sensação de existir desde o princípio dos tempos. Ainda antes da formação do planeta Terra, já o PCP e Os Verdes concorriam coligados.
A CDU é uma espécie de Santíssima Trindade da política, só que apenas com 2 membros. A nossa Santíssima Dualidade, tal como a outra, é composta por elementos diferentes, mas é una e indissociável. Ninguém sabe onde começa o PCP e acaba o PEV. São 2 bancadas parlamentares, mas 1 só sentido de voto.

O discurso da CDU quanto à União Europeia baseia-se nalguns pilares principais.
Por um lado a UE é nociva para Portugal, e era desejável abandonarmos o Euro e o Mercado Comum Europeu. Por outro, Portugal deveria receber mais dinheiro da UE. Imagino que com mais dinheiro a UE continuasse a ser má, mas pelo menos havia mais dinheiro.
A CDU trata a UE como um filho preguiçoso que odeia o pai. A CDU deseja que a UE morra o mais depressa possível, e vai fazer tudo para que isso aconteça, mas enquanto não morre, mais vale esbanjar tudo o que se conseguir.

Outra das acusações frequentes da CDU quanto à União Europeia, é da falta de democracia nos orgãos europeus. E se há tema em que devemos levar a sério as críticas do PCP, é neste.
Se um partido que toma todas as suas decisões à porta fechada e de braço no ar, e que considera que a Coreia do Norte e a Venezuela são democracias, identifica um défice democrático na UE, então sabemos que o problema só pode ser gravíssimo.

João Ferreira

O cabeça de lista da CDU a estas Eleições Europeias é João Ferreira, atual eurodeputado e vereador da Câmara de Lisboa, e que já foi o cabeça de lista nas Europeias de 2014. João Ferreira é licenciado em Biologia e tem como principal característica aparentar uma total ausência de qualquer traço de vida pessoal fora do contexto do PCP.
A grande vantagem da CDU em apresentar um cabeça de lista repetente, é que João Ferreira se lembrará perfeitamente do guião utilizado em 2014 e não será preciso decorar nada para esta campanha.

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